O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), o JHC, cumpriu uma extensa agenda em Brasília, na segunda-feira. Esteve no Congresso, em ministérios e na Caixa Econômica Federal em busca de dinheiro federal para ajudar na crise provocada pela mina da Braskem.

A agenda, no entanto, não contemplou o Ministério dos Transportes, comandado pelo desafeto Renan Filho. Na última semana, o ministro esteve na cidade para angariar algum prestígio diante da crise. Ele e o pai, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), articulam uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), no Senado, para investigar JHC.

O alvo da disputa está nas eleições do próximo ano e, sobretudo, a de 2026. JHC é próximo ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), desafeto dos Calheiros, que pretende disputar com Renan as duas vagas na próxima eleição para o Senado. A família Calheiros, por outro lado, tenta pressionar os rivais com a investigação sobre o acordo de R$ 1,7 bilhão firmado entre a prefeitura e a Braskem.

Agenda quase diferente

Ainda nesta semana, o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), também deve desembarcar em Brasília para reuniões com autoridades federais. O objetivo é semelhante ao de JHC, mas Dantas tentará expor o que considera “absurdos” no acordo entre prefeitura e Braskem.

Assim como JHC, Dantas se encontrará com os ministros da Integração e Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento e Assistência Social e Minas e Energia. A principal diferença estará no encontro com Renan Filho, de quem o prefeito manteve distância.

A desarticulação entre os dois entes federativos, como o Bastidor já mostrou, tem deixado ainda mais difícil a situação em Maceió. Isso porque governo do estado e prefeitura divulgam dados distintos sobre a crise provocada pela Braskem e não chegam a um acordo para solucionar ou, ao menos, encaminhar o problema. Isso deixa os moradores mais confusos sobre em quem acreditar e como agir.

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