O presidente Lula começou a desenhar um acordo sobre a eleição do ano que vem para apresentar aos partidos aliados. Promete ficar longe no primeiro – e até no segundo turno – das disputas em cidades em que os candidatos mais competitivos forem da base —mesmo quando um deles for do PT.
O objetivo é não causar rusgas durante o período eleitoral e evitar repercussões negativas em votações futuras no Congresso. Será também sua forma de evitar que aliados magoados apoiem candidatos adversários.
Um exemplo é o Rio de Janeiro, onde União Brasil, PP e MDB já acertaram subir no palanque de Alexandre Ramagem, do PL de Jair Bolsonaro. O PP até era esperado. Embora tenha até um ministério, seu presidente, o senador Ciro Nogueira (PI), disse que não daria dinheiro para coligações que incluíssem o PT.
Há outro problema na cidade do Rio. A direção do MDB é magoadíssima com Eduardo Paes (PSD), que já foi da legenda e pulou fora quando a cúpula do partido começou a cair nas investigações da Lava Jato, riscando no chão uma distância segura. O MDB carioca quer distância do prefeito.
Lula quer começar as conversas ainda este ano, porque em muitas regiões as negociações começaram cedo. Mas a maior parte do trabalho será feita no ano que vem.
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