Por orientação de Lula, o ministro Alexandre Padilha (Relações Exteriores) procurou o ex-governador João Doria para uma conversa. O presidente quer promover uma aproximação do empresariado e acha que Doria é a pessoa ideal para, adiante, promover interlocução, principalmente com “o PIB democrático”.

Desde que deixou o PSDB, João Doria se dedica ao Lide, sua empresa que reúne dentro e fora do país empresários, políticos e integrantes da justiça. A teoria de um aliado é que Lula deve tentar promover uma discussão “mais serena e profunda” sobre eventuais correções no sistema político atual (aqui).

O presidente anda preocupado com a distorção de poderes entre Congresso e Executivo, principalmente no que diz respeito ao controle do orçamento. Atualmente, sobra pouco para o governo gastar com o que acredita ser prioritário.

Não é raro os ministros terem de recorrer ao Congresso e suas emendas impositivas. O PAC, por exemplo, em que o governo tenta seduzir os parlamentares a direcionar as suas verbas para que consiga dar alguma robustez ao programa.

Depois do encontro de Padilha com Doria, foi a vez do vice-presidente, Geraldo Alckmin. Os dois estavam rompidos há cinco anos, depois que o vice insinuou traição de seu ex-pupilo.