Parlamentares da base ainda não desistiram de convencer Lula a mudar a meta fiscal de 2024. Consideram um erro do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, insistir em déficit zero para o ano que vem.
Quando se reuniram com Lula no Palácio do Planalto para discutir as saídas do orçamento, lideranças do Congresso saíram com a impressão de que a meta mudaria, mesmo a contragosto de Haddad.
Não foi o que ocorreu, embora ainda haja tempo. O governo tem até março, quando apresenta o relatório de receitas e despesas do primeiro bimestre, para decidir por bloqueios ou não.
Haddad diz que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não será atingido e o bloqueio deve chegar, no máximo, a menos de 30 bilhões de reais.
No governo há quem discorde do procedimento, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, que tem cálculos diferentes. Deputados preveem um bloqueio maior, em torno de 53 bilhões. São endossados por técnicos da Câmara, que fizeram os cálculos.
Há interpretações de que, na insistência de Haddad, o governo pode cometer alguma irregularidade não contemplada no novo arcabouço fiscal. As conversas com a equipe econômica já giram em torno dessas penalidades.

