Oficialmente, a campanha eleitoral para a Presidência da República está longe. Ela começa somente no segundo semestre de 2026. Mas nos bastidores políticos há já quem faça comparações entre a gestão de Lula e a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, possíveis adversários.
Circula por entre os deputados como provocação de que o governador da direita é mais preocupado com a equidade de gênero que o presidente de esquerda. Dizem que nas duas oportunidades que teve para nomear para a Justiça paulista, Tarcísio de Freitas escolheu mulheres. Em maio, ele nomeou Marina Monassi para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Mais recentemente a escolhida foi a advogada Ana Paula Patiño.
Ao contrário do presidente, cuja escolha é livre para o Supremo Tribunal Federal, o governador precisa definir o nomes das desembargadoras a partir de uma lista. Lula, porém, também deve escolher a partir de lista os indicados para o Superior Tribunal de Justiça. Das três vagas abertas esse ano, ele escolheu apenas uma mulher.
Também o número de mulheres no primeiro escalão do governo de São Paulo é proporcionalmente maior que no dos ministérios de Lula. No governo paulista, são 25 secretarias e há cinco mulheres. Um número pequeno, mas proporcionalmente maior que as seis ministras nas 38 pastas.

