A Comissão de Relações Exteriores do Senado analisa na terça-feira (12) as indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as embaixadas do Brasil na Venezuela e na Guiana. As sabatinas das embaixadoras Glivânia Maria de Oliveira e Maria Cristina de Castro Martins ocorrem justamente no período em que cresce a tensão entre os vizinhos na América do Sul.

Glivânia assumirá a embaixada em Caracas. Ela é a atual diretora-geral do Instituto Rio Branco, órgão subordinado ao Itamaraty e responsável pela formação de novos embaixadores. Já Maria Cristina ficará com o cargo em Georgetown.

Caberá às duas ajudar na intermediação de conversas entre o Brasil e os dois países, que encaram um conflito promovido pelo ditador Nicolás Maduro, que decidiu anexar a região de Essequibo, na fronteira oeste da Guiana. No fim de semana, o venezuelano promoveu um plebiscito em que, segundo o governo, 90% da população votou a favor da anexação.

Depois de fracassos com a tentativa de intermediação na Guerra da Ucrânia e com dificuldades para a evacuação de brasileiros na Faixa de Gaza, o governo Lula tentará acalmar os ânimos dos vizinhos e impedir o início de um possível conflito armado no quintal de casa.

Entre as duas embaixadoras, Glivânia é quem tem mais experiência no exterior. Já serviu nas embaixadas de Varsóvia, Londres e Assunção, assumindo a chefia do Consulado-Geral em Boston e da Embaixada no Panamá.

Maria Cristina, que trabalha atualmente no Departamento de Imigração e Cooperação Jurídica do Itamaraty, deverá assumir a chefia de um posto no exterior pela primeira vez.

Além delas, o Senado analisará as indicações para as embaixadas de Omã e Trinidad e Tobago. Para assumirem os postos, todos precisarão ser aprovados pela CRE e pelo plenário do Senado. A expectativa é de que os procedimentos terminem ainda na terça-feira.