No fim das contas, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), ajudou seus pares a dar uma resposta à “arrogância” do ministro Rui Costa (Casa Civil).

Forte vai colocar para votar um texto do projeto de lei em que há obrigatoriedade do pagamento das emendas impositivas no primeiro semestre e que deixará o parlamentar livre para decidir onde colocar os valores.

Costa tentava atrelar a verba das emendas às obras do PAC. Mas, como mostrou o Bastidor, ninguém no Congresso está certo de que alguém, além do próprio governo e do ministro, sairá beneficiado eleitoralmente do programa.

Mais do que isso: ao longo do ano, diz um deputado, é possível contar nos dedos de uma mão as vezes em que o chefe da Casa Civil foi ao Congresso ou “tratou bem” os parlamentares.

Na semana passada, ao saber que a reunião de líderes tratava da LDO, Costa tentou insistentemente falar com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com Forte. Foi ignorado solenemente.

O ministro tentou ligar tanto para o gabinete da presidência da Câmara, como para os celulares. Não foi atendido. Apenas depois da reunião é que recebeu algum retorno.

Diz um deputado que agora Rui Costa terá de mudar seu comportamento, “descer do pedestal em que acha que se encontra”, e ir ao Congresso convencer os parlamentares a colocar dinheiro no PAC.