O PT não resistiu à pressão para indicar um membro à CPI da Braskem, idealizada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). Escolheu o senador Rogério Carvalho (SE) para integrar a comissão.

A legenda segurava a indicação por temer as implicações políticas das investigações. Uma apuração ampla, disse um senador governista ao Bastidor, provavelmente não se limitaria às responsabilidades dos governantes de Alagoas e de Maceió. Acabaria esbarrando em decisões ou omissões das gestões petistas no governo federal.

Neste momento, resta apenas ao Podemos indicar um integrante. Oficialmente, o PDT ainda não oficializou o senador Cid Gomes (CE), mas o acordo é que ele participe da CPI.

Segundo um parlamentar governista, a CPI pode ser instalada este ano ainda, mas o tema dificilmente permanecerá em evidência até o retorno do recesso de fim de ano do Senado, em fevereiro. É possível, portanto, que o tema esfrie o suficiente para que a comissão seja abandonada em 2024.

O Bastidor mostrou ontem que a ANM (Agência Nacional de Mineração) levou 36 anos para fiscalizar as atividades da Braskem em Maceió na extração de sal-gema na cidade.


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