Sob os elogios até da ex-ministra de Jair Bolsonaro, senadora Tereza Cristina (PP-MT), o Senado aprovou nesta terça-feira (12) os nomes das novas embaixadoras que assumirão as missões diplomáticas do Brasil na Venezuela e na Guiana. Em outros tempos, a votação seria pouco relevante, mas a tensão entre os dois vizinhos na América do Sul deu importância às escolhas.
Para Caracas, o governo indicou a embaixadora Glivânia Maria de Oliveira. Experiente em outras missões no exterior, ela retomará as relações diplomáticas do Brasil com o regime de Nicolás Maduro. Durante o governo de Jair Bolsonaro, a embaixada no país foi fechada.
Oliveira é a atual diretora do Instituto Rio Branco, responsável pela formação dos diplomatas brasileiros. Antes, ela serviu em diversas embaixadas na Europa, Estados Unidos, no Paraguai e no Panamá.
Quem vai assumir a Embaixada da Guiana será a diplomata Maria Cristina de Castro Martins. Lotada no Itamaraty há quase 30 anos, a embaixada em Georgetown será sua primeira missão no exterior.
Além das duas, o Senado também aprovou as indicações do governo federal para as embaixadas em Omã e em Trinidad e Tobago.
Por coincidência, os quatro países que receberão novos diplomatas são dependentes da exploração de petróleo. No início de dezembro, o governo brasileiro afirmou que pretende ingressar na Opep+, grupo de países produtores de petróleo.

