Está em curso uma briga de gente grande na bilionária área de contratos do Ministério da Saúde. Há uma disputa entre grupos pelo comando do setor – um conflito que se agrava conforme se aproximam as renovações dos maiores serviços de logística da pasta. É o tipo de crise que já moeu ministros da Saúde. Agora, ameaça desestabilizar a gestão de Nísia Andrade, indicada pelo PT à chefia da pasta.

Recentemente, servidores de carreira que não concordaram em alterar seus pareceres técnicos na área de contratos e licitações a mando de alguns chefes, aqueles que ocupam cargos políticos, foram exonerados ou destituídos de suas funções. Eles temem retaliações.

Os envolvidos reportaram os fatos a órgãos de controle internos e externo. Um dos casos apurados sob sigilo, segundo uma fonte com conhecimento direto das investigações, envolve troca de pareceres e substituição dos servidores, com o aparente objetivo de mudar um dos maiores fornecedores da Saúde. A pressão de gestores políticos, que se mostram determinados a controlar os contratos da pasta, enfrenta resistência dos servidores de carreira. Eles esperam que os órgãos de controle ajam com rapidez.