Com a resistência de Lula em escolher o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, para a vaga de Flávio Dino no Ministério da Justiça, como defende o PT de São Paulo, outra ala do partido passou a defender Wadih Damous.

O petista hoje é Secretário Nacional do Consumidor, órgão subordinado ao ministério. O posto é considerado de pouco peso político.

Petista, Damous presidiu a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Rio de Janeiro, foi deputado federal e um crítico contumaz da operação Lava Jato.

O secretário não é unanimidade no PT, mas aparece como opção diante da possibilidade de Lula optar por um dos dois subordinados de Dino, Ricardo Cappelli ou Augusto de Arruda Botelho, ambos do PSB, como chegou a defender o ministro.

Damous passou a se articular diante da dificuldade de Lula escolher Gleisi Hoffmann, devido a presidência do PT, e de nomes como o do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski e do senador Jaques Wagner (PT-BA).

O nome que agrada a ministros do STF, como mostrou o Bastidor, é o de Simone Tebet.

A princípio, apesar da aprovação para o STF, Dino deve permanecer no cargo até o início de 2024. Sua posse na corte será apenas em fevereiro do ano que vem.