Aos poucos a lista com nomes dos futuros substituídos na reforma ministerial do ano que vem cresce na bolsa de apostas dentro do Palácio do Planalto. Tudo e nada vira motivo para os que, segundo alguns auxiliares, deixarão o Ministério de Lula.
Por conta das denúncias de corrupção e irregularidades desde o início do governo, o ministro Juscelino Filho, das Comunicações, é o candidato mais óbvio a deixar o governo.
Lula o segurou este ano em deferência ao União Brasil, ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e ao senador Davi Alcolumbre (União-AP). Mas dentro do governo há a certeza de que em 2024 ele cai.
Outro que alguns apostam na queda é o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates. O ministro Rui Costa já pediu sua cabeça, trabalha dia sim e outro também para a sua substituição e tem uma lista de possíveis nomes para o seu lugar pronta para entregar a Lula. Ele mesmo não vê problema numa “queda”, se tiver de deixar a Casa Civil pelo comando da estatal.
Nesta semana, o ministro Carlos Favaro (Agricultura) também se tornou certo na próxima reforma ministerial. Ele voltou ao Senado para votar na admissibilidade de Flávio Dino no STF e aproveitou para ajudar a derrotar o governo na desoneração da folha de pagamento.
A lista cresce.
José Múcio (Defesa) pode ir para uma embaixada no exterior. Segundo auxiliares de Lula, ele não rejeita a ideia de deixar o país e aceitaria ir para Lisboa, onde está o embaixador Raimundo Carreiro, que quer voltar ao país. Quando assumiu, ele disse a Lula que poderia ficar um ano no governo.
Há ainda os casos dos ministros Marcio Macedo (Secretaria-Geral) e Luciana Santos (Ciência e Tecnologia). Um quer concorrer à prefeitura de Aracaju; e a ministra, à de Olinda. A disputa eleitoral do ano que vem será perfeita para a troca de alguns ministros de quem Lula esperava melhores resultados.

