A reforma tributária que inclua renda e patrimônio, que ficou para mais tarde, só deve sair depois da eleição de 2024 — se sair. Segundo um líder da base do governo ouvido pelo Bastidor, a prioridade será avançar com a regulamentação da PEC aprovada nessa semana.
O Congresso sabe que mexer com renda e patrimônio é brincar com vespeiro. Para esse líder, é justo que se diminuam os impostos sobre quem recebe menos e aumentar sobre quem recebe mais. Mas, no fim das contas, quem tem poder de mobilização é justamente quem ganha mais. Em ano de eleição, diz o líder, ninguém quer comprar essa briga. “Só se quer apoio”, afirma.
O movimento agora será para aproveitar os louros da vitória, como a revisão para cima da nota do Brasil pela agência de risco Standard & Poor’s. Outras devem fazer o mesmo. E jogar o dinheiro das emendas nas bases para tentar ter alguma vantagem nas disputas locais.
“Ninguém quer correr o risco de mexer na tributação das empresas e ver diminuídos os investimentos”, diz.

