Não é nova a insatisfação de senadores da base aliada no Senado com o governo Lula. Agora, às vésperas do recesso parlamentar, é justamente do Senado que vem as maiores resistências à votação da Medida Provisória que trata das subvenções do ICMS.
O texto, que tinha o potencial para gerar 35 bilhões de reais ao governo, é prioridade do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que busca o déficit zero em 2024.
Segundo um senador, a tramitação é tratada como a última oportunidade para os parlamentares cobrarem o governo por mais espaço na administração federal.
Ao Bastidor, um senador relatou que a insatisfação na casa é antiga, mas piorou com a prioridade que o governo deu para a Câmara.
O parlamentar atribui a esse descontentamento algumas vinganças, como a emenda que incluiu municípios no projeto que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos para 17 setores da economia.
A cobrança vai além das emendas parlamentares e envolve cargos. “O Lira gritou e levou um ministério e a Caixa Econômica”, disse um senador da base aliada.

