Já aprovado para o Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino optou por dar projeção ao seu favorito para substituí-lo no Ministério da Justiça, o secretário-executivo Ricardo Cappelli.
É ele quem tem falado com a imprensa sobre a prisão de Zinho, líder máximo de uma das maiores milícias do Rio de Janeiro, que se entregou à Polícia Federalf.
Dino, como mostrou o Bastidor, sugeriu a Lula não dividir o Ministério da Justiça e manter Cappelli como titular da pasta. Como Lula sinalizou que a tendência é outra, o movimento de Dino, Cappelli e do PSB é assumir a pasta de Segurança Pública, caso o presidente decida por outro nome na Justiça.
O conselho de Dino a Cappelli, segundo um deputado do PSB, é capitalizar as ações do Ministério, principalmente às que remetem à segurança pública. Para isso, o atual ministro, que só tomará posse no STF em fevereiro, direcionará os holofotes para o aliado.
Na última reunião ministerial, Lula garantiu que Dino fica no cargo ao menos até o dia 8 de janeiro, quando o governo lembrará um ano dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília, e o presidente deve anunciar as mudanças.
Uma minirreforma ministerial não está descartada.

