A semana que marca um ano da invasão às sedes dos Três Poderes em Brasília, em meio ao recesso do Congresso, servirá para Lula e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), decidirem sobre temas de 2023 ainda pendentes.
Lula está na iminência de definir o novo ministro da Justiça e se a pasta será dividida ou não. O atual titular da pasta, Flávio Dino, defende que Ricardo Cappelli seja o escolhido.
Aliados do presidente, no entanto, apontam para um favoritismo de Ricardo Lewandowski, com dois outros nomes correndo por fora: Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, e o secretário Especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Wellington César Lima, que tem o apoio do ministro Rui Costa.
Ao Bastidor, um petista revelou um cenário que, até o fim de semana, era o mais provável: a escolha por Lewandowski, mas com a segurança pública comandada por Cappelli, mesmo sem a separação da pasta.
Já Pacheco conseguiu marcar uma reunião de líderes na terça-feira (9) para discutir o que fazer com a Medida Provisória que reonera a folha de pagamentos de 17 setores da economia. Há uma pressão para que o Senado devolva o texto sem ser apreciado.
Na Câmara, o governo vai tentar reverter a provável derrubada do veto de um trecho da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) que cria um cronograma para liberação e pagamentos de emendas parlamentares. Há resistências a um acordo, já que há o temor de que o governo privilegie aliados em ano de eleições municipais.
Como mostrou o Bastidor, o que mais irritou deputados foi que os acordos sobre o texto passaram por ao menos quatro ministros, além de lideranças do governo no Congresso.

