O dilema em torno do anúncio de Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça tem o nome de Ricardo Cappelli. Cotado para substituir Flávio Dino na pasta, o secretário-executivo tentou de tudo, mas não foi escolhido. Lula, no entanto, quer demonstrar apreço por Cappelli. Por isso corre a versão que quem não quer sua permanência é Lewandowski.
Um deputado petista que defendeu Marco Aurélio de Carvalho para a vaga disse ao Bastidor que Lula é grato a Cappelli e Dino por tudo o que fizeram. Mas tem gratidão maior a Lewandowski que foi “talvez o único ministro indicado pelo PT que não decepcionou” – foi decisivo, por exemplo, na anulação da Lava Jato.
O parlamentar acrescentou que, caso Lula insistisse que Cappelli deveria permanecer como número 2 do Ministério da Justiça, Lewandowski cederia. Dino ainda tenta costurar um acordo que contemple tanto o ministro aposentando do STF como o seu aliado. Era essa a tendência até o fim de semana, como mostrou o Bastidor.
Se perder o ministério, o PSB será o único partido a deixar o comando de duas pastas. O primeiro caso foi o caso de Portos e Aeroportos, que era comandado por Márcio França. Será uma derrota também para Dino, que defendeu até o último minuto a nomeação de Cappelli, ao menos no comando da Segurança Pública.
O convite a Lewandowski já foi feito. O que falta para a resposta definitiva é quem fará parte de sua equipe.

