A exoneração do número 2 do ministério das Cidades, comandada pelo MDB, provocou um alvoroço entre diferentes grupos do partido. O demitido foi o ex-deputado Hildo Rocha, aliado de primeira hora do ex-presidente José Sarney. A saída teve o aval do ministro Jader Filho.
A demissão de Hildo foi uma resposta ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e a outros deputados insatisfeitos com um suposto privilégio do Maranhão na destinação de verbas por parte do ministério. Os parlamentares citam ao menos dois momentos em que o estado foi favorecido pela influência do ex-secretário.
A exoneração não foi aceita por Sarney e não contou com o apoio do deputado Baleia Rossi, presidente do MDB. Ambos atuam para reverter o cenário, insatisfeitos com a interferência do Centrão na pasta. Não querem um nome de outro partido no posto, como tem cogitado o PT.
O Ministério das Cidades herdou mais de 1 bilhão de reais dos recursos que faziam parte do orçamento secreto. O Maranhão ficou em segundo entre os maiores contemplados com os recursos mesmo sendo o 12º em população. O terceiro foi o Pará, estado do ministro.
No fim do ano, às vésperas do recesso parlamentar, foram liberados mais de 700 milhões e o Maranhão foi, de novo, contemplado. Ficou com mais verbas, por exemplo, do que Alagoas, estado de Lira.

