O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, ainda avaliam uma manifestação pública sobre a operação da Polícia Federal que teve como um dos alvos o deputado Carlos Jordy.
Ambos foram cobrados fortemente por membros da oposição sobre o episódio. Uma liderança chegou a dizer a ambos, em contato por telefone, que a postura tanto de Pacheco quanto de Lira é de conveniência com “abusos”.
Como resposta, o deputado ouviu que uma reação seria “analisada” pelos presidentes da casa. A oposição esperava um Lira indignado.
Deputados ponderaram ao presidente da Câmara que uma manifestação, mesmo que diplomática, seria importante. O argumento tem no horizonte a eleição para suceder a Lira no comando da Casa, em 2025. O deputado e o seu aliado favorito ao posto, Elmar Nascimento, contam com os votos do bolsonarismo.
A percepção de um parlamentar é que o fato de Lira não ter sido comunicado da operação por algum membro do Supremo Tribunal Federal o deixou mais incomodado do que a própria ação da PF.

