A opção de Lula pelo veto de parte das emendas de comissão ao sancionar o orçamento resultará em mais um embate entre o governo e o Congresso. O objetivo do Palácio do Planalto é destinar o valor ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A articulação política e os ministérios da Fazenda e do Planejamento alegam que havia um acordo para que os recursos das emendas de comissão ficassem em 11 bilhões de reais. O texto aprovado por deputados e senadores destinou 16 bilhões para a rubrica.
Lula tem até esta segunda-feira (22) para sancionar a matéria e, como mostrou o Bastidor, deve vetar 1/3 do valor. Haverá reação dos parlamentares com risco à derrubada do veto.
O cálculo feito por deputados e senadores leva em conta outro veto do presidente na LDO: o que impediu a criação de um calendário para a liberação de emendas parlamentares. Sem um cronograma, há o temor de que em ano de eleições municipais o governo priorize aliados no empenho dos recursos.
No caso da LDO, o que mais irritou deputados foi que os acordos sobre o texto passaram por ao menos quatro ministros, além de lideranças do governo no Congresso.

