Passados pouco mais de um ano desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe do Executivo vê crescer a pressão dos sindicatos de servidores da União, muitos deles ligados ao PT. Os trabalhadores pedem aumentos de salários e reestruturação nas carreiras, pautas que ficaram paradas desde que Dilma Rousseff deixou o cargo.

Michel Temer e Jair Bolsonaro pouco ou nada fizeram para angariar apoio entre os comandados. Em parte, isso os ajudou a perder as eleições, já que os sindicatos são fontes importantes de votos. Mesmo entre os que tinham mais chances de dar suporte a governos de direita, como na Polícia Federal, a irritação com os ex-presidentes foi bastante forte.

Nesta segunda-feira (22), foi a vez de os auditores agropecuários do Ministério da Agropecuária emitirem nota reclamando por uma proposta de reestruturação. Eles dizem, assim como outras categorias, que a pauta tem sido reivindicada desde 2015, mas sem avanço concreto.

Em dezembro de 2023, o governo afirmou que não poderia conceder aumentos salariais neste ano e ofereceu aos servidores apenas um reajuste de 9% sobre os benefícios que eles já recebem. O Executivo também disse que não poderia proceder com as reestruturações de carreira. A proposta foi considerada insuficiente pelos sindicatos, deixando o governo ainda mais pressionado.