Em meio à possibilidade de Lula fazer mudanças na Abin (Agência Brasileira de Inteligência), em resposta à operação da Polícia Federal, as movimentações para influenciar nas escolhas já começaram no governo, no PT e entre aliados do presidente.
Lula ainda não decidiu, mas já ouviu opiniões sobre a necessidade de alterar o comando do órgão. Cairia de cara o delegado Alessandro Moretti, que esteve na ABIN durante o governo Bolsonaro e foi mantido pelo diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. O diretor-geral, que conta com o apoio do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, também corre riscos.
São três grupos que, em situações anteriores, manifestaram contrariedade com a atual direção da Abin e que agora buscam sugerir nomes para as mudanças: Rui Costa, Jorge Messias (AGU) e petistas; Dino e sua equipe no Ministério da Justiça; e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Membros da PF teriam dito que o relatório produzido para a operação, que ainda é mantido em sigilo, coloca em posição delicada Moretti e, consequentemente, quem bancou a sua continuação no órgão.
Aliados de Dino e o próprio ministro vão sugerir o nome de Ricardo Cappelli para a direção da Abin.

