O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura, marcou para 8 de fevereiro o início do julgamento do senador Sergio Moro (União-PR). Eleito em 2022, Moro é réu em duas ações e seu mandato pode ser cassado.

Embora o julgamento comece no dia 8, o destino de Moro depende de outros fatores, como a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes. O regimento interno do TRE-PR exige que as análises de cassação de mandatos sejam feitas por todo o colegiado da corte, que tem uma uma vaga de desembargador disponível.

Moraes marcou para esta quinta-feira (1º) a análise da lista tríplice, que será enviada a Lula. Caberá ao presidente escolher o futuro desembargador, dentre os nomes definidos pelo TSE. Disputam o posto Roberto Aurichio Junior, José Rodrigo Sade e Graciane Aparecida do Valle Lemos.

Um dos processos contra Moro foi movido pelo PL, de Jair Bolsonaro, a quem o senador apoiou nas últimas eleições. O partido alega que Moro utilizou de forma irregular recursos para alavancar uma pré-candidatura à Presidência da República. Com isso, teria obtido vantagem sobre os demais postulantes à vaga de senador no Paraná.

A outra ação foi movida pelo PT, que acusa o senador de ter realizado caixa 2, durante a campanha ao Senado.

aso seja cassado, Moro ainda poderá recorrer da decisão junto ao TSE. Até lá, manterá o mandato. Se perder o processo, poderá ficar inelegível. Além disso, uma eleição suplementar para o preenchimento da vaga será convocada.