Se depender do assessor para assuntos internacionais de Lula, Celso Amorim, o presidente não deve pedir desculpas após comparar o ataque israelense à Faixa de Gaza ao Holocausto. O chanceler esteve reunido com o petista nesta segunda-feira (19), junto com o ministro Paulo Pimenta, da Secom.
“Não ocorrerá [o pedido de desculpas] e não teria cabimento”, disse Amorim em contato com o Bastidor.
Lula convocou os aliados devido à repercussão das declarações durante o domingo (18) e hoje. Pimenta levou ao encontro dados de monitoramento sobre o alcance e as reações nas redes sociais. .
Após o encontro, Lula resolveu chamar o embaixador do Brasil em Tel Aviv, Frederico Meyer, para consultas. No governo, houve quem apontasse as falas como inadequadas. Outros aliados contemporizam e dizem que Lula abriu caminho para outras lideranças serem mais enfáticos contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O premiê israelense disse que Lula ultrapassou uma linha vermelha ao fazer a comparação e que desonrou a memória de seis milhões de judeus. O presidente brasileiro tornou-se persona non grata em Israel. Já o Hamas elogiou a declaração de Lula.

