O senador Renan Calheiros falhou na tentativa de ser o relator da CPI da Braskem, aberta a pedido dele, no fim de dezembro. Durante a manhã, sem acordo, a reunião do colegiado chegou a ser adiada, porque ele dizia que ficar fora da mesa era uma restrição ao seu mandato.

O debate principal era porque os membros queriam que o relator fosse um parlamentar de qualquer outro estado que não fosse Alagoas. Como autor do pedido, Renan passou boa parte do dia reclamando. Com isso, como já se esperava, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) assumiu o relatório.

O vice-presidente da comissão, Jorge Kajuru (Podemos-GO), tentou reduzir a derrota de Renan diante da comissão, oferecendo o cargo que irá ocupar na mesa, ao lado de Omar Aziz, que vai presidir o colegiado. “É costume dessa casa que o autor de uma CPI faça parte da comissão como presidente, vice-presidente ou relator. Peço que aceite meu convite que lhe fiz mais cedo”, afirmou.

Apesar do acordo em torno do nome de Carvalho, a primeira reunião prática da CPI foi esvaziada. A maior parte dos senadores estava no plenário, acompanhando a sessão deliberativa.

A CPI da Braskem foi criada para investigar o afundamento de cinco bairros de Maceió, próximos à área onde a empresa explora a extração de sal-gema. Para Renan, a participação efetiva no colegiado era fundamental para que ele possa participar das eleições à reeleição, em 2026, quando deverá disputar ao lado do desafeto, Arthur Lira.