Bolsonaristas contrários à aliança do PL com Ricardo Nunes em São Paulo apostam que o prefeito do MDB será vaiado se participar do ato convocado pelo ex-presidente no domingo (25), na avenida Paulista.
Apesar da recomendação de aliados, Nunes resolveu comparecer à manifestação. Acha que o risco das vaias compensa o risco maior, de perder o apoio de perder o apoio de Bolsonaro à aliança. Como noticiou o Bastidor, o entorno de Nunes resiste à escolha do ex-presidente para o posto de vice na chapa. Bolsonaro indicou o ex-coronel da Rota Ricardo Melo Araújo, que presidiu a Ceagesp.
Nunes e seus aliados preferem um nome mais ao centro e moderado. A demora do prefeito em decidir fez bolsonaristas voltarem a pressionar o ex-presidente pela candidatura do deputado Ricardo Salles (PL), ex-ministro do Meio Ambiente. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atuam para Bolsonaro manter o acordo.
O que pode mudar o cenário é a resistência do MDB ao nome de Melo Araújo. “Seria uma desmoralização completa”, diz um membro do PL sobre Bolsonaro não conseguir emplacar um vice da sua confiança.
Para o ato de domingo, a organização do evento fala em mais de 500 mil pessoas na avenida Paulista. Ainda não está definido se Nunes irá ou não discursar. Ele quer evitar se posicionar de forma mais firme contra o Supremo Tribunal Federal. O receio é de não empolgar e acabar vaiado em um evento do seu principal cabo eleitoral.

