A eleição que definiu o advogado Antônio Rueda como presidente do União Brasil ainda não terminou no partido. O grupo derrotado, liderado pelo deputado Luciano Bivar, que comanda a legenda até maio, vai judicializar o pleito.

Com mais dois meses à frente da legenda, Bivar disse que o resultado da eleição não foi oficializado e que espera a publicação da ata da convenção do partido para tomar as providências.

Já os apoiadores de Rueda prometem antecipar o fim do mandato de Bivar se o comportamento dele não for o desejado. O deputado não descarta mexer em posições estratégicas do União Brasil nesses seus últimos 60 dias. A tesoureira do partido, Maria Emília de Rueda, é irmã do novo presidente.

As ameaças, por enquanto, são apenas bravatas de ex-aliados que conhecem bem o passado um do outro. Antes da eleição, Bivar convocou uma coletiva em que supostamente apresentaria denúncias contra o adversário. Já Rueda cogitou divulgar um áudio em que teria sido ameaçado pelo deputado. Ambos recuaram.

O Bastidor chegou a noticiar que, às vésperas da eleição, Bivar buscou interlocutores de Rueda para uma composição e saída honrosa. Como resposta, ouviu que não havia acordo que não passasse por sua saída do comando do União.

Em caráter reservado, integrantes do União Brasil classificam a disputa entre os grupos de Bivar e Rueda como “uma baixaria”.