O ainda presidente do União Brasil, Luciano Bivar, pedirá ao Ministério Público uma investigação contra Antônio Rueda e o caseiro das casas incendiadas no litoral de Pernambuco na última segunda-feira (11). Os imóveis pertencem a Rueda e à sua irmã, Maria Emília de Rueda, tesoureira do partido.

Bivar, que nega envolvimento no episódio, diz ser vítima de um ardil, com o objetivo de criar um clima político por sua expulsão da legenda. Seu mandato à frente do União vai até o fim de maio.

A executiva nacional do partido, no entanto, já avaliava antecipar o mandato de Bivar caso o comportamento dele não fosse o desejado, como adiantou o Bastidor. O episódio do incêndio acelerou o processo.

Na terça-feira (12) e quarta-feira (13), membros do União Brasil se reuniram em Brasília e iniciaram o rito para o afastamento e, na sequência, expulsão. Bivar deve apresentar sua defesa em até 72 horas.

O dirigente partidário, no entanto, aposta na judicialização da eleição para voltar permanecer no cargo, já que não conta mais com a maioria da executiva. Os dois votos que garantiam o comando do União Brasil ao grupo que veio do PSL eram justamente o de Rueda e o de sua irmã.