No relatório que indiciou Jair Bolsonaro e outras 16 pessoas por falsificação do cartão de vacinação, a Polícia Federal separou um capítulo para unir fatos dessa investigação com as apurações sobre as milícias digitais e a tentativa de golpe de estado em 8 de Janeiro.
A PF afirma que o modelo de atuação dos envolvidos na falsificação de registros de vacinação é o mesmo usado pelas milícias digitais bolsonaristas, com multiplicidades de atores sempre voltados a reforçar uma ideologia contrária à ciência.
“Seja nas redes sociais, seja na prática de atos concretos de inserções de dados falsos de vacinação contra a Covid-19, o elemento que une seus integrantes está sempre presente, qual seja, a atuação no sentido de proteger e garantir a permanência no poder das pessoas que representam a ideologia professada”, afirma a PF.
Dessa união surge a fusão com a terceira linha de investigação, que envolve os golpistas. A PF diz que a falsificação dos documentos também garantiu a pessoas próximas a Bolsonaro, incluindo familiares viagens ao exterior em meio às inúmeras restrições de circulação impostas por países para conter a Covid-19.
Bolsonaro fugiu do Brasil em 30 de dezembro de 2022. Dias depois ocorreu o 8 de janeiro.

Veja a lista de indiciados:
Jair Bolsonaro;
Mauro Cid;
Gabriela Santiago Cid;
Gutemberg Reis de Oliveira;
Eduardo Crespo Alves;
Paulo Sérgio da Costa Ferreira;
Luis Marcos dos Reis;
Farley Vinicius Alcântara;
Ailton Gonçalves Barros, ex-major do Exército;
Marcelo Fernandes Holanda;
Camila Paulino Alves Soares;
João Carlos de Sousa Brecha;
Marcelo Costa Câmara;
Max Guilherme Machado de Moura;
Sergio Rocha Cordeiro;
Cláudia Helena Acosta Rodrigues da Silva;
Célia Serrano da Silva;

