O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC), acusado de ter usado de forma irregular dinheiro da Havan, do empresário bolsonarista Luciano Hang, durante a pré-campanha. O caso está sob a relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques.

O julgamento de Jorge Seif começou nesta quinta-feira (4), quando foram ouvidos os advogados de acusação e defesa e o parecer de Espinosa. A leitura dos votos do relator e dos demais ministros está marcada para o dia 16.

Seif foi acusado de usar aeronaves e a estrutura de imprensa da Havan para alavancar a candidatura ao Senado. O processo foi aberto pela chapa liderada pelo ex-governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), que ficou em segundo lugar nas eleições.

No parecer, Espinosa defendeu, além da cassação da chapa de Seif, que o TSE declare a inelegibilidade do senador e de Luciano Hang por oito anos. Apoiador de Bolsonaro e da extrema-direita, Hang diz que não pretende se candidatar, mas já foi cogitado diversas vezes.

O caso de Jorge Seif tem alguma similaridade com o do colega Sergio Moro (União-PR), cujo julgamento está no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná. Em ambos, os parlamentares são acusados de abuso de poder econômico no período pré-eleitoral.

Seif foi ministro da Secretaria Nacional da Pesca e Aquicultura, no governo de Jair Bolsonaro. Sem experiência prévia na política, atuava na empresa da família, a JS Pescados.

Em março de 2023, a Polícia Federal apreendeu no Mato Grosso do Sul um caminhão da empresa da família de Seif com 300 quilos de maconha. À época, o senador e a empresa afirmaram que o veículo havia sido vendido em prestações a um ex-funcionário, mas a transferência nos documentos não teria sido concretizada.