Cresceu na Petrobras a percepção de que o presidente da empresa, Jean Paul Prates, pode permanecer no comando. Internamente, atribui-se ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a mudança de tom com que membros do governo Lula, em especial os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Rui Costa (Casa Civil), tratavam do tema.
Foi após duas reuniões de Lula nos últimos dias, com participação de Haddad, que Silveira saiu das fortes críticas a Prates em entrevista à Folha de S.Paulo para afagos públicos na última terça-feira (9).
Haddad ponderou a Lula as reações do mercado sobre uma possível mudança e, principalmente, uma eventual escolha por Aloízio Mercadante, hoje presidente do BNDES. Deve-se também ao ministro a nova posição do governo sobre o pagamento dos dividendos extraordinários.
A expectativa na Petrobras é que haja uma definição ainda esta semana. A impressão interna é que, sem a atuação de Haddad, Lula já teria decidido pela saída de Prates da companhia. O apoio do ministro da Fazenda deu, no mínimo, sobrevida ao presidente da petroleira.
A permanência, no entanto, não é certa. Prates foi ausência sentida em evento no Palácio do Planalto sobre energias renováveis, uma das bandeiras da empresa. O evento ocorreu no Palácio do Planalto em um dia que a agenda de Prates não marcava nenhum compromisso oficial.

