O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atendeu ao governo e não marcou para esta semana a sessão do Congresso Nacional que estava prevista para quinta-feira (18), na qual os parlamentares analisariam os vetos de Lula.

O Bastidor havia antecipado a tendência de Pacheco. O objetivo do senador e do governo é ganhar tempo a fim de negociar a não derrubada dos vetos, em especial o que trata dos 5,6 bilhões de reais de emendas parlamentares e o do PL das Saidinhas. Ambos enfrentam forte resistência entre deputados.

A próxima sessão do Congresso ainda não tem data para acontecer, mas lideranças da base aliada falam no dia 25 de abril.

O adiamento também levou em conta as recentes divergências entre o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o governo. Nos últimos dias, após criticar abertamente o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o deputado viu o seu primo Wilson Cesar de Lira Santos ser exonerado do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Alagoas.

A insatisfação de Lira com o Palácio do Planalto tem um motivo principal: a articulação do governo em torno de um nome alternativo para a disputa pela presidência da Câmara. Lula e seus ministros não querem Elmar Nascimento (União Brasil-BA), preferido de Lira.

Diante dos movimentos, o presidente da Câmara e Elmar articulavam a derrubada dos vetos de Lula na sessão do Congresso.