O corregedor Nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão, retirou o senador Sergio Moro do procedimento que suspendeu a atuação de quatro magistrados federais. Na prática, mesmo se mantivesse o ex-juiz no caso, nada aconteceria, além de uma indisposição com o Senado.

Salomão afastou, na segunda-feira (15), os juízes Gabriela Hardt e Danilo Pereira Júnior e os desembargadores Carlos Eduardo Thompson Flores Lens e Loraci Flores de Lima. O caso também envolve Moro, pois trata da atuação de todos na Lava Jato.

O corregedor diz que Hardt e Moro agiram irregularmente ao trabalhar para destinar dinheiro recuperado de desvios na Petrobras a uma fundação a ser criada pelo Ministério Público. Os outros magistrados são acusados de descumprir decisões de Dias Toffoli suspendendo processos contra Rodrigo Tacla Duran, acusado de ser doleiro e operador da Odebrecht.

Salomão justificou a exclusão de Moro citando a celeridade do processo. Barroso usou o tempo a seu favor. O colegiado iniciou os trabalhos às 10h, mas sequer um comentário sobre a decisão foi feito até as 16h30, quando os casos começaram a ser analisados.

Durante a manhã e o início da tarde, foram três assinaturas de convênio para desburocratização capacitação de servidores e dois julgamentos, ambos distantes do tema e dos quatro acusados.