Acontece neste instante a busca e apreensão na Ferbasa na Fundação José Carvalho, que é ligada à companhia e leva o nome do fundador da empresa. A diligência foi determinada na segunda-feira (6) pela Justiça da Bahia após as rés não entregarem documentos necessários à investigação sobre suspeita de fraudes contábeis.

Porém, apesar da presença das autoridades, as rés continuam se negando a entregar os documentos. Antes da busca e apreensão de hoje, a Ferbasa e a fundação pediram ao juiz do caso, Marcelo de Almeida Costa, que o material fosse enviado via depósito em cartório – o que foi negado.

O caso chegou ao Judiciário porque o filho de José Carvalho, José Eduardo, acusa o pai de fraudar as contas para reduzir sua herança. Carvalho é suspeito de transferir ações da empresa à fundação e de gastos anuas de 50 milhões de reais do patrimônio da família. 

A diligência desta quarta-feira (8) é mais uma no caso, após idas e vindas do Judiciário baiano. A entrega dos documentos pelas rés quase foi suspensa pelo desembargador Manoel Bahia, amigo do advogado Marcelo Zarif, representante da Ferbasa.

Mas, após a exposição pública de sua relação pessoal com Zarif,  o desembargador declarou-se impedido no caso. Há, ainda, a discussão sobre a compra de uma fazenda da Ferbasa, em 1999, por Sergio Dória, presidente do conselho de Administração da empresa.

O valor pago pela fazenda São Jorge, que pertenceu à companhia até 1997, foi muito abaixo da média do mercado. A posse do imóvel foi transferida por 42 mil reais, sendo que, em 1984, a Ferbasa pagou R$ 972 mil, em valores atualizados.

A propriedade está localizada em Catú, região metropolitana da Salvador, e equivale a 60 mil campos de futebol.

Outro problema é o das contas secretas da Ferbasa na Suíça. Ernani Pettinati, ex-diretor da Ferbasa, afirmou em depoimento que foram pagas comissões em duplicidade a empresas fantasma.

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