A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desmentiu um vídeo que viralizou nas redes sociais afirmando que agentes do órgão estariam impedindo a entrada de medicamentos para auxílio humanitário no Rio Grande do Sul. Em nota, o órgão diz que, ao contrário, está atuando em parceria com outros agentes públicos para fomentar ações emergenciais no estado.

A nota da Anvisa se soma a uma série de manifestações que autoridades públicas têm feito nos últimos dias, na tentativa de mitigar informações desencontradas. O governo gaúcho informou que está preocupado e que tem usado as redes sociais para desmentir a maior parte dos vídeos de pessoas acusando autoridades de dificultar o acesso à ajuda aos moradores.

Pelo X, o governo gaúcho afirmou que não há qualquer tipo de exigência para a entrada de doações, como a apresentação de notas fiscais, por exemplo. Também não há necessidade de se obter licença de pilotagem para barcos e motos aquáticas em ações de salvamento.

Outro ponto rebatido é sobre as doações em pix feitas na conta aberta pelo governo do Rio Grande do Sul. Desde o início da tragédia, foi aberta uma conta para que doações fossem encaminhadas aos gaúchos, mas informações falsas de redes sociais afirmam que essa quantia passaria a integrar o patrimônio do estado e não seria repassada às vítimas. O governo nega essa informação também.

Na tarde de quarta-feira, como mostrou o Bastidor, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou uma portaria para reduzir a fiscalização em caminhões que estejam transportando doações para o Rio Grande do Sul. A medida foi tomada após donativos de Santa Catarina serem barrados, ainda que temporariamente, num posto de fiscalização.

Situação atual

De acordo com o último boletim da Defesa Civil, o número de municípios atingidos chega a 428. São 107 mortos e 138 desaparecidos. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o estado ainda corre riscos altos de alagamentos e deslizamentos por causa de uma nova frente fria sobre a região. O alerta se estende a Santa Catarina nos próximos dias.

Por causa da situação de calamidade pública, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) determinou a redução das fiscalizações de laticínios, com o objetivo de garantir o abastecimento em todo o estado.