O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu no Supremo Tribunal Federal a permanência de Ednaldo Rodrigues no comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
A manifestação ocorreu em ação protocolada pelo PSD, relatada pelo ministro André Mendonça, que contesta acórdãos da 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro contra a atuação do Ministério Público do estado em um Termo de Ajustamento de Conduta que, tempos depois, colaborou com a eleição de Ednaldo para a CBF.
Gonet baseou-se em argumentos usados em outra ação, do PCdoB, que também defendeu a permanência do cartola. Ednaldo segue na presidência da CBF devido a uma decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.
“Defendi, naqueles autos, a legitimidade do Ministério Público para o ajuizamento de ação civil pública e para a celebração de termo de ajustamento de conduta quando envolvida entidade desportiva”, escreveu Gonet na nova manifestação.
A principal justificativa de Gilmar, da AGU (Advocacia-Geral da União) e da PGR para a manutenção de Ednaldo na CBF é o risco de a CBF sofrer punições da Fifa e da Conmebol diante da interferência da justiça comum em instituição desportiva.
Leia a manifestação da PGR:

