Especialistas em pesquisas eleitorais consultados pelo entorno do prefeito Ricardo Nunes disseram que a escolha do vice não será determinante para a eleição em São Paulo. É esse um dos motivos que explica a falta de pressa para escolher um nome, após seu principal adversário, Guilherme Boulos, anunciar Marta Suplicy.

A indefinição também é reflexo da resistência do prefeito em aceitar a sugestão de Jair Bolsonaro, um ex-coronel da Rota. A princípio, o ex-presidente é quem escolheria um aliado para ocupar o posto. Como mostrou o Bastidor, isso mudou. Há 10 nomes sobre a mesa de Nunes e a definição, que ocorrerá em julho, dependerá de dirigentes de ao menos nove partidos.

Basta ser um vice que não atrapalhe, disse ao Bastidor um dos especialistas consultados. Será essa a lógica do prefeito, que busca a reeleição. Nunes acha que não precisará ser um bolsonarista raiz na chapa, porque já conta com o apoio público do ex-presidente.

No último encontro de Nunes com representantes das legendas que vão apoiá-lo, dois nomes foram os mais comentados para a vaga de vice: as vereadoras Rute Costa e Sonaira Fernandes.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prefere Sonaira, sua ex-secretária de Políticas para a Mulher.

 As pesquisas passaram a indicar um pequeno favoritismo de Nunes contra Boulos. Internamente, a pré-campanha do prefeito atribui o resultado à rejeição do adversário.