A paciência da Justiça baiana com a Ferbasa e a Fundação José Carvalho acabou. O juiz Marcelo de Almeida Costa pediu que o Ministério Público investigue a resistência das rés em cumprir decisões judiciais. A determinação foi tomada no dia 10.
A Companhia de Ferro Ligas da Bahia e a fundação que leva o nome do fundador da empresa são investigadas por suspeita de fraudes contábeis e dilapidação de patrimônio. A ação foi movida pelo filho de José Carvalho, José Eduardo, que alega ser afetado por perda de herança.
A Ferbasa e a entidade sem fins lucrativos se recusam a fornecer a documentação requisitada pela Justiça para o andamento do processo. Por isso, o MP foi acionado. Antes da decisão de Costa, as duas pediram para entregar a documentação em cartório.
Após sofrerem busca e apreensão, disseram que liberariam os documentos até esta terça-feira (14). O magistrado do caso, então, permitiu que fossem entregues cópias autenticadas.
Casos de família
José Eduardo afirma no processo que sua herança foi reduzida por meio de transferências irregulares de ações da empresa à fundação e de 50 milhões de reais de gastos anuais da fortuna de seu pai.
A entrega do material pelas rés quase foi suspensa por decisão do desembargador Manoel Bahia, amigo do advogado Marcelo Zarif, representante da Fundação José Carvalho e conselheiro da Ferbasa desde 30 de abril. Mas Bahia declarou-se impedido no caso após sua relação pessoal com Zarif ser exposta.
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