A Secretaria de Assistência Social de Santa Catarina está mapeando as necessidades e o número de famílias que migraram do Rio Grande do Sul para o estado vizinho, depois das enchentes. Parte das 2,3 milhões de pessoas atingidas deixaram suas casas e começam a buscar uma nova vida em outro lugar.
Na próxima semana, a Secretaria deve se reunir com prefeitos da região sul catarinense, para saber quais são as principais demandas. Os municípios foram orientados a preencher um relatório para indicar os problemas de acolhimento e preparar uma resposta para a crise. O encontro será realizado em Araranguá, onde vivem muitas famílias de origem gaúcha.
Segundo o último boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, apenas 28, dos 497 municípios do estado não registraram problemas relacionados às enchentes. Até as 12h desta sexta-feira (24), o estado ainda tinha 63,9 mil pessoas vivendo em abrigos. O número de desalojados chegou a 581 mil pessoas.
As chuvas deixaram, até o momento, 163 mortos. Há outras 61 pessoas desaparecidas, número que vem se reduzindo à medida em que a água baixa e as buscas conseguem ser mais eficazes.
Também nesta sexta, um comboio de 22 caminhões do Exército partiu de Brasília com destino ao Rio Grande do Sul. Os veículos devem levar um total de 320 toneladas de donativos às famílias atingidas. A previsão é que a chegada ocorra no dia 28.

