O ministro Dias Toffoli tem lamentado a pessoas próximas sobre as críticas que recebe por conta de suas decisões anulandoa seu modo – a Lava Jato. O ministro também tem tentado convencer jornalistas de que sua decisão sobre Marcelo Odebrecht está correta.

Toffoli tem sido alvo constante de críticas após anular os atos da Lava Jato em relação a Marcelo sem anular o acordo de delação, que garante proteção a ele pelas informações sobre os crimes cometidos na Petrobras e em outras frentes.

o ministro foi citado em delações da Lava Jato. Uma delas foi a de Marcelo Odebrecht, que contou que Toffoli era chamado de “amigo do amigo do meu pai”. Segundo o empresário, quando foi advogado-geral da União de Lula, Toffoli recebeu vantagens indevidas para ajudar a empreiteira a vencer a licitação da hidrelétrica Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia.

Noutra delação, do ex-governador Sergio Cabral (que agora diz ter sido tudo mentira), o ministro foi acusado de vender decisões – neste caso, a colaboração premiada foi anulada pelo STF, com voto de Toffoli, sob o argumento de ilegalidade por ter sido firmada com a Polícia Federal, não com o Ministério Público Federal.

Tempos depois da anulação da delação de Cabral pelo STF, Toffoli anulou as provas fornecidas pela Odebrecht que foram usadas para condenar o ex-governador. Há ainda os documentos da OAS que mostraram que a empreiteira reformou a casa de Toffoli em 2013, quando ele já integrava o STF, ao custo de milhares de reais.

O Bastidor questionou Toffoli sobre as informações desta notícia, mas não recebeu resposta até a publicação.