O favoritismo de Davi Alcolumbre na eleição que definirá o novo presidente do Senado e a aparente tranquilidade na disputa devem-se, principalmente, aos recados que o próprio senador e o aliado Rodrigo Pacheco dispensaram ao governo Lula.
Os avisos foram dados mediante a ameaça de Renan Calheiros de se tornar o candidato governista na disputa contra Alcolumbre. A ideia não avançou depois que foi apresentada ao Palácio do Planalto a possibilidade real da base aliada no Senado se dividir muito antes da eleição.
Pesou no freio do governo Lula à ideia de Renan o medo do Senado se tornar uma casa tão incerta para o Palácio do Planalto como hoje é a Câmara, onde a articulação política se fia na relação com Arthur Lira.
Alcolumbre, portanto, espera ter como adversário somente um candidato bolsonarista do PL, que deve lançar um nome para marcar posição.
No PSD, partido de Pacheco e dono da maior bancada do Senado, outros dois nomes se colocaram à disposição: Eliziane Gama e Otto Alencar. Nenhum vingará se depender do presidente do Senado, apesar dos protestos de membros da sigla como Ângelo Coronel.
No MDB de Renan também há um pré-candidato, Eduardo Braga, que, assim como o colega de partido, já ouviu da articulação que o governo já tem um nome: Alcolumbre.

