Em meio à discussão sobre o jabuti que institui regras de conteúdo local para a indústria brasileira de óleo e gás, incluído no PL do Mover, uma velha disputa na articulação política do governo voltou à tona entre o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e o líder do governo na Câmara, José Guimarães.

Na semana passada, com apoio de deputados do PT, a emenda foi aprovada com o suposto apoio do Palácio do Planalto. Lideranças petistas orientaram o voto “sim” para o trecho que estabelece percentuais mínimos de compra até 2040.

Logo após a votação na Câmara, como adiantou o Bastidor, o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) entrou em campo junto a senadores para tentar tornar a exigência menos rígida.

A discussão do projeto, que seria feita no Senado na semana passada, foi adiada justamente por conta da emenda apoiada por petistas. O presidente da casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pautou o PL para terça-feira (4).

Em menos de uma semana, o discurso petista mudou. Padilha disse hoje que o texto não foi acordado com o governo, o que contraria a orientação de voto do PT na terça-feira passada.

No fundo, o governo é sim simpático ao trecho, mas a pressão da indústria do setor sobre ministros deve fazer com que o Palácio do Planalto defenda regras mais brandas. A emenda aprovada determina percentuais que vão de 25% a 40% na compra de conteúdo local.

Uma reunião entre o governo e senadores vai definir como a matéria será discutida.