O governo brasileiro não descarta a possibilidade de o ditador Nicolás Maduro adiar as eleições na Venezuela diante do risco de derrota. Embora não admita publicamente, o Palácio do Planalto reconhece as chances de o pleito não ocorrer em 28 de julho.

O Bastidor conversou com fonte ligada ao Itamaraty e à assessoria do governo para assuntos internacionais. Ela não cravou a realização da votação no mês que vem.

Na segunda-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral avisou que não enviará observadores à eleição. A Venezuela convidou o Brasil a acompanhar o pleito. Só na gestão de Alexandre de Moraes, o TSE recebeu mais de 30 pedidos para acompanhar eleições.

A Venezuela retirou outro convite, feito para União Europeia. O Conselho Nacional Eleitoral, controlado por Maduro, disse que vão participar a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), a Comunidade do Caribe (Caricom), um painel de especialistas das Nações Unidas, a União Africana e o Carter Center.

A inclusão de observadores internacionais foi um compromisso selado entre governo e oposição após negociações que ocorreram em Barbados, no Caribe, em outubro do ano passado. O acordo contou com a participação de Brasil, Estados Unidos, México, Holanda, Rússia e Colômbia.

Após ter duas candidaturas barradas – María Corina Machado e Corina Yaris -, a oposição venezuelana uniu-se em torno do diplomata aposentado Edmundo González Urrutia.