O delegado Fábio Alvarez Shor, que conduz o inquérito que apura a existência de uma rede de desinformação dentro do governo Bolsonaro, protocolou nesta segunda-feira (10) mais um pedido de extensão de prazo para concluir as investigações.

Curiosamente, não há qualquer menção sobre o andamento atual das investigações, nem detalhes que indiquem o motivo do pedido de extensão.

O inquérito das milícias digitais se arrasta desde julho de 2021 e é decorrente de outra investigação, que apurava uma rede de pessoas que atuariam em conjunto para a promoção de ideais antidemocráticos, como o fechamento do Congresso e a instauração de ditadura militar.

O caso original teve início em 2020, mas acabou arquivado a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entretanto, ao determinar o fim da investigação inicial, Moraes determinou a abertura de novo inquérito para apurar as redes golpistas de desinformação. Chegou a citar como exemplo a atuação de Jair Bolsonaro e dos filhos, para justificar a nova apuração policial.

Um dos principais objetivos da investigação era descobrir não só a origem, mas também quem seriam os financiadores das redes de desinformação. Embora várias pessoas já tenham sido citadas no inquérito, ainda não houve nenhuma indiciada.

Em vez disso, o inquérito segue recebendo novos suspeitos. Críticos afirmam que a investigação se tornou uma arma nas mãos do STF, mais precisamente de Moraes, que passou a incluir quase todas as pessoas que divulgam algum tipo de informação considerada falsa ou enganosa na apuração.

O caso mais recente foi o do bilionário Elon Musk, que usou sua rede, o X, para promover uma série de ataques pessoais a Moraes.

Com a petição da PF, Moraes deverá pedir a opinião da Procuradoria-Geral da República, antes de decidir se concede a renovação de prazo ou se determina o fim da investigação. A primeira hipótese é a mais provável.