O ex-presidente Jair Bolsonaro não foi convencido por Ricardo Nunes, Tarcísio de Freitas e Valdemar da Costa Neto de que o nome do ex-coronel da Rota Ricardo Mello Araújo não é o ideal para ser vice na campanha de reeleição do prefeito de São Paulo.

 Pelo contrário. Bolsonaro insiste na indicação e conseguiu a anuência do governador de São Paulo para sacramentar a aliança.

Nesta sexta-feira (14), o ex-presidente se reuniu com Nunes, Tarcísio e Mello Araújo para debaterem o tema. O prefeito saiu do encontro com a missão de convencer os demais aliados da coligação, que resistem ao nome do ex-coronel da Rota.

Contribuíram para a definição dois cenários: a entrada de Pablo Marçal na disputa, como mostrou o Bastidor, e a avaliação de que Nunes é o candidato de direita mais bem posicionado, o que afasta a possibilidade de debandada dos partidos que estão a seu lado.

Aliados de Bolsonaro esperavam que o anúncio sobre o vice fosse feito ainda hoje, mas Nunes prefere revelar a escolha em julho. O prefeito quer ganhar tempo para avaliar o impacto de ter um militar na chapa.

Preocupa o entorno de Nunes um perfil como o de Mello Araújo: ligado ao bolsonarismo e com a pecha de extrema-direita. Buscava-se, até agora, alguém com uma trajetória mais moderada, capaz de representar a ideia de uma frente ampla contra Guilherme Boulos, tratado como o principal adversário.

Aliados dizem que, enquanto não estiver confirmada a escolha, vão pressionar por outro nome.