As empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Brasília Guaíba foram condenadas pelo Tribunal de Contas da União a pagar quase 90 milhões de reais por superfaturem as obras de um trecho da BR-448, que liga Sapucaia do Sul a Porto Alegre. O total inclui montantes cobrados a maior, em valores atualizados, e multa.
O trio integrou consórcio que venceu licitação para melhorias na rodovia. As obras duraram de 2010 a 2014, ao custo de quase 450 milhões de reais. Nesse período, diversos serviços foram cobrados com valores acima dos normalmente praticados e outros não previstos, como instalação de obras de arte em entroncamentos, foram incluídos na conta.
Velhos conhecidos
As empresas condenadas pelo TCU têm história com o erário. Todas foram investigados na Lava Jato, e tiveram que pedir recuperação judicial devido aos efeitos da investigação – veja mais detalhes aqui, aqui e aqui.
A OAS e a Queiroz Galvão responderam, e foram condenadas, por diversos crimes, como formação de cartel, pagamento de propina a políticos e organização criminosa. Diversos diretores das companhias foram presos.
A Brasília Guaíba foi delatada por Fernando Baiano, operador de propinas do MDB. Ele, que era “intermediário comercial” da empresa, afirmou que pediu para o então senador Valdir Raupp ajuda para obter contratos na Petrobras. A denúncia foi arquivada em 2018, por falta de provas.
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