Fontes ouvidas pelo Bastidor são céticas quanto à possibilidade de uma solução para o Aeroporto Internacional Salgado Filho (RS), em Porto Alegre, ser alcançada na reunião da tarde desta terça-feira (18) na Casa Civil. Fechado há quase dois meses, o aeroporto não tem prazo para voltar a funcionar.
Stefan Schulte, presidente do Conselho Executivo da Fraport AG, a concessionária responsável pela operação do aeroporto, se reunirá com representes da Casa Civil. O encontro deve estabelecer um cronograma para a retomada das operações. Mas a principal questão a ser debatida é quem arcará com os altos custos de recuperação do aeroporto.
Desde o desastre climático que fechou o aeroporto, a concessionária Fraport se esquiva da tarefa de arcar com o custo da recuperação. Afirma que a tarefa é do governo federal. A Fraport estima que o trabalho custe em torno de R$ 1 bilhão, sendo R$ 130 milhões necessários só para os primeiros reparos.
Na semana passada (10), em visita técnica guiada com a participação de parlamentares, a Fraport mencionou a possibilidade de deixar a concessão caso o governo federal não injete dinheiro na operação.
A Fraport ganhou o direito de operar o aeroporto num processo de concessão. Embora o contrato firmado com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) preveja que a concessionária contrate um seguro para cobrir danos sofridos no aeroporto, a CEO da Fraport Brasil, Andreea Pal, afirma que a apólice não cobre todos os custos.
Para aliviar a pressão financeira sobre a Fraport, o BNDES anunciou a suspensão por 12 meses dos pagamentos de empréstimos relacionados ao aeroporto.

