A expectativa na Petrobras é que a gestão da nova presidente, Magda Chambriard, promova mudanças no planejamento estratégico divulgado em novembro de 2023. Os ajustes já começaram a ser discutidos e serão anunciados neste segundo semestre.
Em reuniões recentes com analistas. Magda disse que o plano de negócios da empresa de 2024 a 2028, aprovado ainda sob Jean Paul Prates, deve seguir praticamente inalterado. Isso é o que é dito ao mercado. Internamente, contudo, o discurso é outro, segundo fontes consultadas pelo Bastidor.
Tão logo assumiu a Petrobras, Magda iniciou mudanças em diretorias e gerências consideradas fundamentais para a função que a empresa deve desempenhar, segundo a visão do governo Lula. Trocou, por exemplo, os titulares das áreas de Engenharia, Tecnologia e Inovação; Exploração e Produção (considerada o coração da estatal); e Financeira e de Relacionamento com Investidores.
Não parou por aí. Quase demitiu o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Mauricio Tolmasquim, por pressão da FUP (Federação Única dos Petroleiros). Mas, em vez disso, mudou gerentes que estavam subordinados a ele.
Um deles, como mostrou o Bastidor, é o economista Rodrigo Leão, que assumirá o lugar de Daniel Cleverson Pedroso na gerência de Energia Renovável. O outro é William Nozaki, que vai para o posto de Gestão Integrada de Transição Energética.
Há uma pressão por aumento nos investimentos do setor. No plano estratégico aprovado no ano passado, não se falava em hidrogênio verde, uma opção de substituição dos combustíveis fósseis.
Existe também uma cobrança para um posicionamento da petroleira em relação ao destino da subsidiária de biocombustíveis. Durante o governo Bolsonaro, a estatal deu início à fase vinculante referente à venda da PBio.
A empresa tem três usinas de biodiesel. Uma delas, em Quixadá, no Ceará, está fechada e discute-se hoje uma forma de retomá-las em sua plenitude, o que exigiria uma quebra na disciplina com a alocação de capital.

