As enchentes que destruíram boa parte das cidades do Rio Grande do Sul no mês de maio foram insuficientes para levar a Justiça Eleitoral a mudar a data das eleições municipais deste ano. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o calendário local seguirá as mesmas regras do restante do país.
A decisão contrasta com a precariedade do funcionamento do TRE local. O prédio principal foi um dos locais inundados em Porto Alegre. Passados três meses da enchente, o atendimento ainda funciona com problemas. Os telefones não funcionam direito e, durante o recesso do Judiciário, até para responder as demandas da imprensa há demora.
Também há indefinição quanto aos locais onde os gaúchos vão votar. Os cartórios eleitorais estão fazendo uma vistoria em escolas, centros comunitários e outros locais de votação para definir se haverá alterações. Caso haja, isso deve ser informado posteriormente aos eleitores, mas ainda sem data definida.
Segundo o TRE, as chuvas danificaram 6 mil urnas eletrônicas. Os equipamentos devem ser substituídos pelo Tribunal Superior Eleitoral, sem prejuízo aos eleitores nesse ponto.
Outro problema é relacionado à documentação do TRE. Os técnicos da corte ainda estão avaliando o que foi perdido, mas já se sabe que a maior parte é de casos antigos. Novos processos correm apenas em vias digitais, segundo o tribunal, e todos os dados seguem protegidos.
O primeiro turno das eleições deste ano está marcado para o dia 6de outubro. Já o segundo turno, nas cidades com mais de 200 mil eleitores, será realizado no dia 27 do mesmo mês. No último fim de semana, os partidos começaram as convenções para definir os candidatos.

