O chefe do Hamas eliminado no Irã na semana passada será homenageado em São Paulo neste domingo (4). No convite da Mesquita Brasil, Ismail Haniyeh é tratado como mártir.
Haniyeh era o número 1 do Hamas e principal nome do braço político do grupo terrorista. Foi assassinado na última quarta-feira (31) em Teerã, durante estadia para a posse do novo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian. No evento, foi possível vê-lo ao lado do vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin.
O Hamas acusa Israel pela morte do líder. De acordo com o The New York Times, a bomba que assassinou Haniyeh foi plantada há dois meses dentro de uma residência militar, onde o chefe do Hamas ficou hospedado.
O governo brasileiro, na ocasião, divulgou nota em que condenou “veementemente” o ataque e disse ser um “flagrante desrespeito à soberania e à integridade territorial do Irã.
Na homenagem da Mesquita Brasil, a primeira da América Latina, fundada em 1929, será feita uma leitura do Alcorão Sagrado pela alma do falecido. “Somos de Allah e a Ele retornaremos”, diz o convite.

Haniyeh foi alvo do TPI (Tribunal Penal Internacional), em Haia, na Holanda, em maio, quando a corte emitiu um mandado de prisão por crime de guerra pelo ataque a Israel, que matou 1.200 pessoas em 7 de outubro do ano passado.
A homenagem da mesquita ao chefe do Hamas não surpreende. Há uma relação próxima entre os clérigos xiitas da mesquita, epicentro das operações iranianas na América Latina, e terroristas tanto do Hamas quanto do Hezbollah.
Como o Bastidor revelou, agentes da inteligência do Irã atuam impunemente no Brasil. Mesmo com a descoberta de que homens recrutados pelo Hezbollah planejavam ataques contra alvos judaicos no Brasil, a livre atuação segue em São Paulo, em Brasília e na tríplice fronteira.
Segundo fontes da inteligência israelense e da Abin, alvos judeus no Brasil seguem como pontos vulneráveis, apesar dos reiterados alertas ao governo Lula. No caso de recrudescimento de violência no Oriente Médio, os serviços de inteligência de Israel e dos Estados Unidos temem que uma possível retaliação contra a comunidade judaica ocorra em território brasileiro.
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